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INSS e Aposentadoria

Meu INSS: como entrar, criar senha e usar os serviços

O Meu INSS é a agência digital do INSS. Veja como entrar com a conta gov.br, recuperar a senha e usar extrato, pedidos e perícia, sem pagar nada a ninguém.

Ilustração de uma senhora de cabelos grisalhos segurando um celular, enquanto uma mulher mais jovem sentada ao lado aponta para a tela, numa mesa de cozinha com uma xícara de café e vasos de planta
Por Jefferson Luiz Publicado em Atualizado em
Neste artigo 11 tópicos
  1. O que é o Meu INSS
  2. Como entrar no Meu INSS (login com gov.br)
  3. Como criar a conta gov.br
  4. Esqueci a senha do Meu INSS: o que fazer
  5. O que dá para fazer no Meu INSS
  6. Passo a passo: tirar o extrato de pagamento
  7. Passo a passo: tirar o extrato de contribuição (CNIS)
  8. Como pedir um benefício pelo Meu INSS
  9. Não consigo usar sozinho: dá para outra pessoa ajudar
  10. Como não cair em golpe
  11. Em resumo
Resposta rápida

O Meu INSS é, segundo o próprio INSS (Instituto Nacional do Seguro Social, o órgão que paga aposentadorias e pensões), a agência digital da Previdência Social. Você entra pelo site gov.br/meuinss ou pelo aplicativo (Android e iPhone) com a sua conta gov.br, que é o seu “login único” nos serviços do governo. Segundo o portal gov.br, ela é gratuita e se cria só com o CPF (Cadastro de Pessoas Físicas). Pelo Meu INSS, segundo o INSS, dá para pedir benefício, acompanhar o pedido, tirar extrato de pagamento e extrato de contribuição, sem ir à agência. Esqueceu a senha? Use o “Esqueci minha senha” na tela de login. Segundo o gov.br, os serviços de extrato são gratuitos.

Este artigo foi feito a partir das páginas oficiais do INSS e do portal gov.br sobre o Meu INSS, a criação da conta gov.br, os níveis da conta e os serviços de extrato. Os links completos estão no fim do texto.

O que é o Meu INSS

É o canal pela internet do INSS, como se fosse uma agência que funciona dentro do computador ou do celular. O próprio instituto o descreve como a agência digital da Previdência Social (o sistema do governo que paga aposentadorias, pensões e outros benefícios a quem contribuiu), com mais de 90 serviços. Funciona no computador, pelo navegador, e no celular, pelo aplicativo “Meu INSS” (Android e iPhone).

Segundo o INSS, o endereço do site é gov.br/meuinss, e o portal também aparece como meu.inss.gov.br. Desconfie de qualquer outro endereço que peça os seus dados.

Como entrar no Meu INSS (login com gov.br)

Para entrar, você precisa de uma conta no gov.br, que é o cadastro único do governo federal na internet, com CPF e senha. Os passos, no site ou no aplicativo:

  1. Abra gov.br/meuinss ou o aplicativo Meu INSS.
  2. Toque em “Entrar com gov.br”.
  3. Digite o seu CPF e avance.
  4. Digite a senha da sua conta gov.br e confirme.

Se for o seu primeiro acesso, o INSS informa que pede o CPF, o nome completo, a data de nascimento e algumas perguntas de segurança. Responda com calma.

Como criar a conta gov.br

A conta gov.br é uma só para vários serviços do governo, e o Meu INSS usa essa mesma conta. Segundo o portal gov.br, qualquer pessoa com CPF pode criar, o serviço é gratuito e o atendimento é imediato.

  • Pelo aplicativo gov.br: baixe o app, toque em “Entrar com gov.br” e digite o CPF. Siga as orientações da tela.
  • Pelo site: clique em “Criar conta gov.br”, digite o CPF e siga as orientações.

Bronze, prata e ouro: o que muda

Segundo o Governo Digital, a conta gov.br tem três níveis. O nível mostra como a conta foi criada ou confirmada e libera mais ou menos serviços. Pense como as chaves de uma casa: quanto mais segura a forma de confirmar que é você, mais portas a conta abre.

  • Bronze. Como se obtém: cadastro pela internet com validação na Receita Federal ou no INSS, ou atendimento presencial nas agências do INSS e nas unidades do Balcão gov.br. O que libera a mais: acesso a vários serviços digitais com uma só conta, login com a biometria do celular (o desbloqueio pela digital ou pelo rosto) e prova de vida com reconhecimento facial.
  • Prata. Como se obtém: reconhecimento facial no app gov.br (validado com a CNH, a carteira de motorista), internet banking (o acesso à conta do banco pela internet) de banco credenciado ou credenciais SIGEPE (o sistema de pessoal dos servidores federais). O que libera a mais: tudo do bronze, mais ver e compartilhar documentos digitais, assinatura eletrônica e serviços que pedem mais segurança.
  • Ouro. Como se obtém: reconhecimento facial no app gov.br (validado com a Justiça Eleitoral), QR Code (um código em forma de quadradinho que a câmera do celular lê) da CIN (Carteira de Identidade Nacional, o novo RG) ou certificado digital (um tipo de “assinatura” eletrônica). O que libera a mais: tudo dos anteriores, com segurança máxima.

Segundo o gov.br, quem validou a conta pelo internet banking tem o nível prata por 36 meses. Depois disso, o gov.br pede uma nova autenticação.

Por que o nível importa: segundo o INSS, alguns serviços do Meu INSS só funcionam com conta prata ou ouro. É o caso da procuração eletrônica (a autorização para outra pessoa consultar por você), explicada mais abaixo. Para subir o nível, o gov.br indica o app gov.br ou, na conta, a área “Selos de Confiabilidade”.

Esqueci a senha do Meu INSS: o que fazer

A senha do Meu INSS é a senha do gov.br. Para recuperar, o INSS orienta este caminho:

  1. Na página inicial do Meu INSS, clique em “Entrar com gov.br”.
  2. Digite o seu CPF e clique em “Avançar”.
  3. Clique em “Esqueci minha senha”.
  4. Na tela “Recuperação de conta”, marque “Não sou um robô” e avance.
  5. Escolha uma das opções que aparecem para gerar a nova senha.

Se nenhuma das opções funcionar, o gov.br informa que tem um canal de atendimento em gov.br/atendimento, e o INSS indica também o telefone 135.

O que dá para fazer no Meu INSS

O Meu INSS tem dezenas de serviços. Estes são os cinco mais acessados, segundo o INSS (BPC é o Benefício de Prestação Continuada, pago a idosos e a pessoas com deficiência de baixa renda; consignado é o empréstimo com desconto direto no benefício; margem é o quanto do benefício ainda pode ser usado para esse desconto):

Serviço Para que serve
Consulta de pedidos Acompanhar o andamento de um pedido: situação, exigências pendentes e decisão
Extrato de pagamento Ver o valor recebido, a data, o banco pagador e os descontos
Consulta de benefícios Ver os benefícios ligados ao seu CPF: situação, número, espécie e data de pagamento
Extrato de empréstimos Conferir os consignados do benefício: contratos ativos, parcelas, prazo e margem disponível
Novo pedido Pedir aposentadoria, salário-maternidade, pensão por morte, benefício por incapacidade ou BPC

O INSS informa que há ainda agendamento de perícia médica (a consulta com o médico do INSS, que avalia se a pessoa tem direito a certos benefícios) e consulta do resultado, localizar agência, alterar dados cadastrais, extrato para o Imposto de Renda, carta de concessão do benefício (o documento que confirma que o benefício foi aprovado), declaração de que não recebe benefício (o “Nada Consta”) e simuladores de aposentadoria por idade e por tempo de contribuição.

O BPC está previsto na Lei Orgânica da Assistência Social, a LOAS. Se o assunto for o BPC, veja quem tem direito ao BPC/LOAS e como pedir. Para entender a situação do benefício, leia como consultar um benefício sem erro.

Passo a passo: tirar o extrato de pagamento

O extrato de pagamento mostra o valor, a data e o banco onde o benefício foi depositado. É o documento que as pessoas mais pedem. Segundo o gov.br, quem recebe benefício do INSS faz assim:

  1. Entre no Meu INSS com CPF e senha.
  2. Toque em “Do que você precisa?”.
  3. Digite “Extrato de pagamento”.
  4. Escolha o serviço e siga as instruções. Segundo o gov.br, o documento é gerado na hora.

Segundo o gov.br, o serviço é gratuito. Para saber a data em que o seu dinheiro cai, veja o calendário de pagamento do INSS.

Passo a passo: tirar o extrato de contribuição (CNIS)

O CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais) é como a ficha de trabalho que o INSS guarda em seu nome: lista os seus vínculos de trabalho e as contribuições registradas. Serve para quem quer saber quanto tempo já contribuiu. Segundo o gov.br, qualquer pessoa que tenha cadastro no CNIS pode pedir:

  1. Entre no Meu INSS com CPF e senha.
  2. Toque em “Do que você precisa?”.
  3. Digite “CNIS”.
  4. Escolha o serviço e siga as instruções.

Segundo o gov.br, pelo Meu INSS o arquivo pode ser baixado na hora do pedido, e o serviço é gratuito.

Como pedir um benefício pelo Meu INSS

O caminho é parecido: entre, escolha “Novo pedido” e selecione o benefício. Segundo o INSS, são aceitos documentos digitalizados ou fotografados com o celular. Depois de enviar, guarde o número do protocolo (o número do seu pedido, como o comprovante de uma entrega), porque, segundo o INSS, é com ele que você acompanha o pedido, tanto no Meu INSS quanto pelo telefone 135.

O INSS informa ainda que quem não conseguir usar a internet pode agendar atendimento presencial pelo 135, que atende de segunda a sábado, das 7h às 22h, no horário de Brasília. O atendimento eletrônico do 135 funciona todos os dias, 24 horas.

Não consigo usar sozinho: dá para outra pessoa ajudar

Dá, mas com cuidado. Nunca passe a sua senha do gov.br para ninguém, nem para quem se oferece para “resolver” o seu caso.

Para quem precisa que outra pessoa acompanhe o benefício, existe a procuração eletrônica dentro do Meu INSS. Segundo o INSS:

  • vale só dentro do Meu INSS e só para consultas (documentos, pedidos e benefícios). Alterações e novos pedidos ainda não são permitidos;
  • é preciso ter conta prata ou ouro, e o procurador (a pessoa autorizada) precisa estar com a verificação em duas etapas ligada (uma segunda confirmação, como um código enviado ao celular, além da senha);
  • o dono da conta escolhe os serviços e o prazo, e pode cancelar a qualquer momento pela conta gov.br;
  • impressa ou compartilhada como documento, ela não vale.

Como não cair em golpe

Os canais oficiais do INSS são o site gov.br/inss, o Meu INSS (site e aplicativo), o telefone 135, as redes sociais oficiais e o canal oficial de WhatsApp do instituto. O INSS pede que, para buscar informação ou pedir serviço, você use apenas esses canais.

Desconfie de qualquer mensagem, ligação ou “atendente” que peça a sua senha, um código ou dinheiro para liberar benefício. Os serviços de extrato do Meu INSS que consultamos são gratuitos. Na dúvida, feche a conversa e entre você mesmo pelo site ou pelo app.

Confirme no canal oficial

Este artigo explica as regras com base nas fontes oficiais citadas, mas quem decide o seu caso é o órgão responsável. Antes de tomar qualquer decisão, confirme:

  • Site: Saiba tudo sobre o Meu INSS (gov.br/meuinss)
  • Aplicativo: Meu INSS, para Android e iPhone
  • Telefone: 135, de segunda a sábado, das 7h às 22h, horário de Brasília, segundo o INSS (o atendimento eletrônico funciona todos os dias, 24 horas)
  • Presencial: o INSS informa que, para quem não consegue usar a internet, o atendimento em agência é agendado pelo 135
  • Problemas com a conta gov.br: gov.br/atendimento

Em resumo

Segundo o INSS, o Meu INSS é o canal para resolver coisas do instituto sem sair de casa, e a porta de entrada é a conta gov.br, que, segundo o portal gov.br, é gratuita e se cria com o CPF. Entre por gov.br/meuinss ou pelo aplicativo, e use o “Esqueci minha senha” se precisar. Quando a conta pedir nível prata ou ouro, o gov.br indica subir o nível pelo app gov.br. Para o que não der certo sozinho, o INSS indica o telefone 135, de segunda a sábado, das 7h às 22h.


Fontes consultadas em 2 de outubro de 2026 (a página do extrato de contribuição foi conferida de novo em 4 de outubro de 2026):

A página “Saiba tudo sobre o Meu INSS” é de 2024 e cita uma opção de senha provisória por bancos, que não aparece nas páginas mais recentes e por isso não entrou neste texto.

As datas e os valores podem ser alterados pelo governo. Em caso de dúvida, confira nos canais oficiais antes de tomar qualquer decisão.

Jefferson Luiz é o editor do Cidadão Descomplicado. Todos os artigos são escritos a partir de fontes oficiais e revisados antes da publicação. Veja a política editorial.